Presidente do Novo aposta em Zema no 2º turno e projeta apoio unificado da direita
Eduardo Ribeiro diz que pré-candidato à Presidência enfrentará Lula e que sigla levará candidatura até o fim
O Novo aposta alto na chance de Romeu Zema chegar ao segundo turno da corrida presidencial. Em entrevista ao Valor Econômico, o presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, deixou claro que o governador de Minas Gerais tem potencial para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que, nessa etapa, a direita deve se organizar em torno dele — incluindo o apoio de nomes relevantes como Flávio Bolsonaro, caso o pleito vá para o segundo turno.
Na visão interna do Novo, a estratégia é manter a pré-candidatura até o fim do processo eleitoral, sem discutir alianças neste momento. “Nosso plano é ir até o fim”, afirmou Ribeiro, destacando que Zema pode crescer ao longo da campanha, percorrendo o país e ganhando visibilidade junto ao eleitorado, mesmo diante de uma parcela da população ainda desinteressada pela eleição.
Sobre a composição de chapa, o dirigente ressaltou que não houve contatos nem conversas formais até o momento. É cedo para esse tipo de definição, assegurou. Na prática, o foco é colocar a pré-candidatura na rua e medir, ao longo do caminho, qual projeto se mostrará mais viável para avançar.
Ao tratar da estratégia do Novo, Ribeiro lembrou que a sigla já lançou candidaturas próprias em eleições anteriores com o objetivo de levar suas ideias ao eleitor e fortalecer candidatos proporcionais. Além disso, o dirigente citou a experiência do partido em construção de base para deputados e demais cargos, algo que, segundo ele, continua no centro das atenções.
No cenário recente, o AtlasIntel, em estudo divulgado no fim de janeiro, aponta Lula com 49% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Zema, que aparece com 39%. Indecisos e eleitores que não responderam somam 12%. Entre os governadores testados, Zema aparece como o mais rejeitado, com 42,1% de rejeição, seguido por Eduardo Leite (RS), Tarcísio de Freitas (SP), Ronaldo Caiado (GO) e Ratinho Júnior (PR).
Em resumo, o presidente do Novo reforça a ideia de que o projeto de Zema pode ganhar tração suficiente para manter a candidatura activa até o desfecho da disputa, mirando, no caminho, consolidar a presença da legenda e, quem sabe, abrir espaço para alianças estratégicas dependendo de como o cenário se desenhe. E você, leitor, o que acha que muda na prática se o Zema chegar ao segundo turno?