Lula cita o massacre de judeus na Alemanha nazista após Flávio Bolsonaro chamá-lo de antissemita
BRASÍLIA – Em uma publicação no X, o presidente Lula ressalta que o autoritarismo e os discursos de ódio foram ferramentas usadas pela Alemanha Nazista para promover o genocídio de judeus, ao lembrar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto
Em uma mensagem pública nesta terça-feira, 27, o presidente Lula destacou que o autoritarismo e os discursos de ódio não são apenas lembranças do passado, mas lições que a humanidade precisa carregar. A fala foi feita no contexto do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, reforçando a importância de se manter vigilante diante de qualquer tentativa de repetição de atrocidades históricas.
O chefe de Estado relembrou que, ainda no seu primeiro mandato, em 2004, assinou uma petição encaminhada à Organização das Nações Unidas para instituir o dia 27 de janeiro como data de lembrança das vítimas. Segundo ele, esse dia serve para relembrar as pessoas que perderam a vida e para expressar solidariedade às famílias que foram destruídas pela violência de guerra. Além disso, Lula enfatizou que é um dia de defesa dos Direitos Humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas, pilares de um mundo mais justo que se pretende deixar para as próximas gerações.
Na leitura da oposição, a narrativa tenta associar o presidente a um suposto anti-semitismo. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou Lula de antissemita, afirmando que, em episódios recentes, o presidente teria atacado Israel ao invés de condenar o Hamas, e sugeriu que o Brasil integra um grupo de países que apoia o terrorismo. Flávio ainda sinalizou que, caso seja eleito, manterá alinhamento com Israel e deixou entrever que o próximo mandatário não será considerado persona non grata em território israelense — uma indireta a Lula.
Histórico recente também é citado para situar o debate. Em 2024, o ministro israelense das Relações Exteriores destacou que Lula é visto como persona non grata em Israel até que reconheça as declarações que comparam a ofensiva israelense na Faixa de Gaza ao extermínio cometido pela Alemanha Nazista entre 1933 e 1945.
No fim das contas, o que fica é a leitura de que o Dia da Memória não apenas relembra tragédias, mas também serve como alerta contínuo a políticas de ódio, exclusão e desrespeito às instituições democráticas. Para o leitor comum, a mensagem se traduz em uma provocação simples: como agir hoje para evitar que, amanhã, a história repita seus episódios mais sombrios?