3ª temporada de Jujutsu Kaisen entrega episódio épico com referências a Tarantino e One Piece
MAPPA surpreende com um capítulo intenso centrado em Maki, o fim do clã Zenin e um choque de poder que promete seguir evoluindo na temporada
O começo de temporada já entrega uma das maiores surpresas para o público de animes: Jujutsu Kaisen chega a um patamar de brutalidade com uma edição que se destaca pela coreografia e pela forma como combina violência com momentos de cinema. No centro dessa temporada, Maki emerge como uma força que redefine as regras do jogo, sinalizando uma virada que pode redesenhar todo o equilíbrio entre os clãs. Além disso, o episódio confirma que esta terceira leva de episódios pode se consolidar como um dos maiores destaques do ano para fãs e espectadores casuais.
A narrativa leva o espectador diretamente para a sede do clã Zenin, onde um duríssimo golpe de controle é aplicado: o arsenal é esvaziado e as irmãs Maki e Mai acabam presas para impedir qualquer caminho de independência. No entanto, Mai realiza uma criação final para deixar Maki com uma arma capaz de enfrentar qualquer oponente. Em seguida, ela sacrifica-se para liberar plenamente o potencial da irmã, que até então compartilhava energia amaldiçoada com Mai. No dia a dia da luta, esse gesto abre espaço para uma transformação que muda completamente o rumo da história.
Com a fuga de Maki da prisão, a narrativa mergulha numa sequência de confrontos que lembram uma catarse de filme de ação. A direção de MAPPA entrega cortes precisos, sangue e movimento em uma coreografia que parece homenagear o cinema de Quentin Tarantino. É impossível não notar a revelação de amor pelo sétimo arte de Gege Akutami, que transita pela referência a Kill Bill sem perder a própria identidade da série.
Logo em seguida, surge o segundo grande momento: o confronto entre os membros mais fortes do clã — Ranta, Nobuaki e Chojuro — contra Maki. Mais do que uma luta, é uma demonstração de poder que varre grande parte do clã, deixando o cenário quase irremediável. No fim das contas, o palco fica para os restos de uma estrutura que parecia invencível, mas acabou desmontada pela própria ambição de quem a liderava.
E então chega o choque final: Naoya e Maki se encaram em duelo direto. Embora Naoya conte com a vantagem inicial pela técnica herdada de seu pai, Maki retorna com um corpo mais afiado e sentidos afiados. Esse novo estado permite que ela antecipe o ritmo do oponente e desferra um soco devastador que transforma metade de seu rosto. A cena, que faz uma referência clara a One Piece, funciona como um elo entre universos fãs, mostrando o respeito entre obras distintas.
Ao longo do episódio, fica claro que o clã Zenin sai de cena de maneira brutal, abrindo espaço para as famílias Gojo e Kamo como as maiores potências remanescentes. Entre os sobreviventes, Maki e Megumi aparecem como os nomes-chave que vão moldar o destino das próximas batalhas, em um cenário de reconfiguração de poder que prende o público.
No desfecho, o enredo aponta um novo fio narrativo: o vilão Kenjaku avança com um plano que lembra Evangelion, trazendo uma camada de mistério e estratégia para além das lutas diretas. A edição, com seus 28 minutos, quebra o ritmo padrão da série e aponta para lutas ainda mais ambiciosas nas próximas jornadas. Se este é apenas o começo, a temporada promete quebrar novos paradigmas visuais e dramáticos ao longo de 2026.
Em síntese, este episódio marca um marco na terceira temporada, consolidando Jujutsu Kaisen como uma das obras mais ousadas e visualmente impactantes do momento. O caminho aberto por Maki, Megumi e o restante do elenco sugere uma escalada de conflitos que pode redefinir o que esperamos de um anime de luta com densidade dramática e referências pop.