Em imagens: como foi a chegada da marcha de apoiadores de Bolsonaro a Brasília
Manifestantes favoráveis ao ex-presidente, atualmente preso, reuniram-se em Brasília e receberam uma marcha liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG)
Ao longo deste domingo, apoiadores de Jair Bolsonaro se reuniram em Brasília para acompanhar uma marcha que teve início em Minas Gerais, conduzida por Nikolas Ferreira (PL-MG). Em meio a tempo nublado e chuva, o grupo aproximou-se da capital para receber a comitiva que percorreu quase 240 quilômetros até chegar ao destino.
Segundo o Monitor do Debate Político da USP e a ONG More in Common, citados pelo portal G1, o ato reuniu aproximadamente 18 mil pessoas, enquanto as autoridades de Brasília não divulgaram estimativas oficiais.
Bolsonaro está preso há cerca de dois meses. Ele começou o cumprimento da pena na sede da Polícia Federal em Brasília e, posteriormente, foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, no Complexo da Papuda.
O ex-presidente foi condenado a 27 anos de prisão por golpe de Estado e outros crimes. O dia também ficou marcado pela chuva, e, ainda antes da chegada da marcha vinda de MG, um grupo de bolsonaristas reunido na Praça do Cruzeiro foi atingido por um raio, resultando em ferimentos para cerca de 30 pessoas, segundo os socorristas.
A marcha liderada por Nikolas Ferreira partiu de Paracatu (MG) no dia 19 de janeiro e percorreu aproximadamente 240 quilômetros até alcançar Brasília.
Ao comentar a transferência, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, rebateu críticas de que Bolsonaro estaria preso em condições precárias na PF e ressaltou os problemas estruturais do sistema penitenciário. Moraes afirmou que, mesmo assim, o ex-presidente tinha condições privilegiadas em relação aos demais presos, e citou uma campanha fraudulenta promovida por familiares do ex-presidente e por apoiadores sobre as condições da prisão na PF.
Apesar de reconhecer que a cela na Papudinha oferece condições mais favoráveis, políticos da base bolsonarista consideraram a medida insuficiente para a saúde de Bolsonaro, defendendo, entre outros pontos, a prisão domiciliar. O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), filho de Bolsonaro, criticou a decisão nas redes sociais, chamando-a de “seletiva” e denunciando suposta maldade do ministro.