Lula não quer saber de más notícias depois das oito da noite

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Lula: «Não quero saber de notícia ruim depois das oito da noite»

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Durante uma visita a um estaleiro no Rio Grande do Sul, o presidente-candidato voltou a falar sobre o peso das informações e como o cotidiano digital pode mexer com a cabeça das pessoas. Entre lembranças da trajetória política e observações sobre o cenário atual, ele defendeu uma prática que chamou de essencial para manter a serenidade: evitar o conteúdo que ele classifica como “manipulações e mentiras” após as oito da noite. “Não quero saber de notícia ruim depois das oito horas da noite”, disse ele, ao falar sobre o impacto de um 24 horas de informação constante sobre a tomada de decisões no dia a dia.

No decorrer da conversa, Lula detalhou a ideia de “desconectar” para descansar com a cabeça livre. Contou ter decidido passar as doze horas seguintes sem tela de notícias, deixando claro que o objetivo era preservar o sono e a clareza de pensamento: “Só quero saber depois das oito, porque antes eu não vou poder tomar nenhuma decisão”. Em sua visão, esse recuo temporário evita que o trabalho político seja contaminado por uma enxurrada de informações que chegam a qualquer hora.

Para entender o cenário, o ex-presidente comentou que, sem essa prática, ele poderia ter recebido a notícia ruim de um ataque militar entre Estados Unidos e Venezuela apenas seis horas após o ocorrido — um episódio citado para ilustrar como a velocidade das informações pode deslocar o foco de quem decide e de quem lê. Na prática, a ideia é manter o controle emocional e estratégico em momentos decisivos.

Ao longo da fala, ele manteve o tom crítico ao que chama de “manipulações e mentiras” que permeiam o cotidiano político. Em meio ao relato, apontou a presença constante do telefone celular como parte de uma nova geração de comunicação, que, segundo ele, demanda responsabilidade. Nós precisamos destruir essa fase da mentira e do ódio que tem tomado conta do nosso país, afirmou, ao destacar a intensidade da produção de conteúdos falhos 24 horas por dia. É impressionante a quantidade de manipulação segundo o ex-presidente, que reforçou a importância de um olhar mais humano diante das telas.

No dia a dia da campanha, ele ressaltou que “a direita tem uma indústria da mentira” poderosa, citando o impacto de mensagens massivas — inclusive comparando com estratégias observadas em outras campanhas internacionais, como a de Trump. A ideia, segundo ele, é mostrar que o caminho do Brasil pode ser diferente quando se busca reduzir a vibração de cada notícia cotidiana para não perder a capacidade de decidir com sobriedade.

Já aos 80 anos, Lula revelou um ponto pessoal: ele não tem interesse em usar o próprio celular com frequência. Foi direto ao dizer que prefere evitar ficar o tempo todo com o aparelho na mão, caracterizando isso como “dependência digital”. “Não tem dependência química? Isso é dependência digital, sabe?”— ele comentou, destacando que o mundo moderno tende a robotizar comportamentos e transformar as pessoas em algo que parece, aos olhos dele, “virar algoritmo” frente a uma enxurrada de informações e mentiras.

Mesmo diante de críticas e da pressão de uma agenda eleitoral intensa, o tom do discurso manteve a ideia de que a leitura do país pode ser mais consciente, no dia a dia, quando as pessoas aprendem a separar o útil do excessivo. “Tá tudo ficando digitalmente difícil do ser humano lidar”, advertiu, pedindo atenção para não se deixar levar por uma dinâmica de consumo de notícias que, na prática, pode confundir prioridades.

Continue atento: o recado do líder evoca reflexão sobre como cada um de nós lida com a Informação, o tempo de cada dia e o cuidado com o que de fato exige uma decisão. No fim das contas, a mensagem é simples e provocativa: encontre o equilíbrio entre estar bem informado e preservar a clareza necessária para agir com responsabilidade em meio ao barulho.

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Jornalista

Ana Martins

Designer de interiores apaixonada por achados acessíveis. Adora transformar espaços sem estourar o orçamento e compartilhar cada descoberta.

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