Mercosul busca parcerias com Canadá, México, Vietnã, Japão e China

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Mercosul quer parcerias com Canadá, México, Vietnã, Japão e China após acordo com UE, diz Lula

O presidente ​Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que o ‌Mercosul busca abrir …

Em uma coletiva ao lado da presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen, Lula repetiu que o Mercosul pretende ampliar horizontes após a conclusão do acordo comercial com a União Europeia. No dia a dia, ele explicou que a ideia é construir novas parcerias ao redor do mundo, com foco especial em Canadá, México, Vietnã, Japão e China. “Continuaremos trabalhando para abrir mais mercados e para construir novas parcerias no mundo, em particular com Canadá, México, Vietnã, Japão e China”, afirmou em tom firme, ao lado da líder europeia, em uma cerimônia que antecede a assinatura histórica.

No decorrer do encontro, o tema central foi o acordo UE-Mercosul, considerado por Lula como exemplo de multilateralismo. Ele ressaltou que o pacto é bom não apenas para Brasil e Mercosul, mas também para a Europa e para quem defende democracias ao redor do globo. “O acordo que vai ser assinado amanhã, em Assunção, no Paraguai, é bom para o Brasil, é bom para o Mercosul, é bom para a Europa. E é bom, e muito bom, sobretudo para o mundo democrátic o e para multilateralismo”, declarou o presidente.

O histórico acordo, que levou 25 anos de idas e vindas, deve ser assinado na capital paraguaia pela presidência temporária do Mercosul, sem a presença de Lula, que será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O processo começou com duras discordâncias que adiaram a assinatura em outras ocasiões, incluindo a etapa em que a Itália manifestou resistência e a França manteve oposição por razões políticas ligadas ao setor agrícola. Na prática, as conversas avançaram após concessões ao setor agrícola europeu, abrindo espaço para o entendimento entre as partes.

Após a assinatura, a etapa seguinte envolve a votação do Parlamento Europeu, prevista para ocorrer entre abril e maio. Caso haja aprovação, as regras entrarão em vigor alguns meses depois. Enquanto isso, o comércio entre o UE e o Mercosul já soma cifras expressivas, com a expectativa de ampliar fluxos por meio de tarifas menores e maior integração comercial entre os dois blocos.

No cenário brasileiro, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, indicou que há otimismo de que o Congresso brasileiro aprove o acordo ainda no primeiro semestre, permitindo que o acordo ganhe vida no segundo semestre deste ano. Em entrevistas anteriores, ele apontou que a aprovação depende do ritmo do Legislativo, mas que há espaço para o avanço dentro do horizonte acordado.

Em termos de impactos globais, a assinatura surge em um momento em que o comércio mundial vive ajustes, com sinais de protecionismo e debates sobre unilateralismo. A União Europeia, assim como países como Alemanha e Espanha, defendem que o acordo com o Mercosul ajudará a compensar perdas provocadas por tarifas de importação dos Estados Unidos, além de reduzir a dependência de insumos críticos da China e garantir acesso a minerais essenciais.

O contexto também envolve observações sobre a importância de acordos comerciais em um cenário de tensões geopolíticas e incertezas econômicas. As autoridades brasileiras destacam que o pacto terá relevância especial diante do atual ambiente internacional, no qual o comércio global pode funcionar como vetor de crescimento econômico, desde que as regras sejam claras e o benefício seja compartilhado entre as partes.

No que diz respeito aos números, a parceria já consolidada entre os blocos movimentou somas significativas, com o comércio bilateral estimulado e previsões de expansão após a conclusão do processo. A expectativa é de que as tarifas reduzidas e a maior integração lintem o comércio entre o Mercosul e a União Europeia, fortalecendo laços que vão além do puro comércio, alcançando cooperação em áreas diversas como indústria, tecnologia e investimentos.

Entre os próximos passos, está a etapa de ratificação pelo Parlamento Europeu, seguida da operacionalização das novas regras. O que muda na prática para o consumidor comum? No dia a dia, a ideia é ampliar opções, reduzir custos e abrir portas para produtos de maior qualidade, com menos barreiras. E para quem acompanha de perto os bastidores, fica o questionamento: até que ponto essa parceria influenciará o dia a dia de pequenas empresas e produtores locais no Brasil e nos outros países vizinhos?

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Jornalista

Lucas Almeida

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