Lula confia em indicado do PT baiano para o Ministério da Justiça

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Lula aposta em nome de confiança do PT da Bahia para Ministério da Justiça

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Descritivo curto: Nome de confiança do PT da Bahia, Lima e Silva já tinha passado pela pasta por poucos dias em 2016 e retorna para chefiar o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo Lula.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu, nesta terça-feira (13/1), indicar o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, para comandar a pasta. A nomeação substitui Ricardo Lewandowski, que deixou o posto após menos de um ano de atuação, citando motivos pessoais e familiares.

Lima e Silva é visto como uma figura de confiança do PT da Bahia. Ele já chegou a ocupar a cadeira de ministro da Justiça por breves dias em 2016, no apagar das luzes do governo Dilma Rousseff, mas acabou desistindo do cargo após o STF estabelecer que só poderia assumir se abandonasse a carreira de promotor no Ministério Público da Bahia.

Agora aposentado pela instituição, ele assume o ministério em um momento em que a agenda de segurança pública tende a ganhar ainda mais relevância com as eleições à frente. Além disso, quanto o tema é estratégico para o enfrentamento de desafios nacionais, o nome escolhido sugere um perfil técnico para lidar com a máquina pública e com as cortes.

Na prática, o anúncio surge em meio a rumores de que Lula cogitou desmembrar a pasta em duas entidades, criando o Ministério da Segurança Pública. A ideia, que marcou a última campanha presidencial do presidente, parece ter sido adiada para um eventual novo mandato, caso haja prosseguimento da disputa pela reeleição. Por ora, a proposta de criar a nova pasta depende da tramitação de uma PEC da Segurança Pública, que está parada no Legislativo.

Nascido em Salvador (BA), Lima e Silva tem 60 anos e é formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ingressou no Ministério Público da Bahia por concurso em 1991, atuando em cidades como Itagimirim, Tucano e Feira de Santana até ser transferido para Salvador em 1995. Posteriormente, ocupou o cargo de procurador-geral de Justiça da Bahia, nomeado pelo então governador Jaques Wagner (PT), hoje senador e líder do governo Lula no Senado.

Antes de se tornar advogado-geral da Petrobras, o futuro ministro chefiou a Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos da Presidência, posição que o aproximou do presidente. Nessa atuação, ele ficou aproximadamente um ano e meio, contribuindo na avaliação de atos presidenciais e na interlocução com Judiciário e Executivo.

Em resumo, a escolha aponta para um perfil técnico, com ampla experiência no sistema jurídico e uma relação próxima ao núcleo do PT, o que, na prática, pode influenciar a condução de questões ligadas à Justiça e à Segurança Pública no cenário brasileiro durante o 2º mandato de Lula. Mas, afinal, o que isso muda na prática para o dia a dia do cidadão? No fim das contas, a aposta reflete a tentativa de alinhavar uma agenda de segurança mais robusta em meio a um ano de eleição.

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Jornalista

Carlos Ribeiro

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