Ipsos-Ipec aponta freio na avaliação de Lula; 40% veem governo ruim

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Ipsos-Ipec mostra pausa na melhoria da avaliação de Lula; 40% veem governo como ruim ou péssimo

A percepção sobre o desempenho do presidente Lula permanece estável em meio a uma economia que parece chegar a um novo patamar de dúvidas entre o público.

Em uma nova rodada, a Ipsos-Ipec aponta que a melhora observada na gestão de Lula em setembro ficou interrompida, com oscilações próximas da margem de erro que, na prática, favorecem pouco o governo. A pesquisa, realizada entre 4 e 8 de dezembro com 2.000 pessoas em 131 cidades, traz números que refletem um cenário competitivo e, ao mesmo tempo, imprevisível para o dia a dia político.

Entre os entrevistados, 30% classificaram a gestão como ótima/boa, repetindo o índice da rodada anterior. Contudo, o quadro não é tão positivo: aqueles que veem o governo como “ruim” ou “péssimo” somam 40%, frente a 38% há três meses. Já quem considera o governo “regular” caiu para 29%, contra 31%

A ideia de confiabilidade vem acompanhada de números estáveis: a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, garantindo confiabilidade aos movimentos observados. No agrupamento de avaliação, Lula ainda aparece com força em setores tradicionais de apoio — mas isso não é uniforme.

De fato, o desempenho varia conforme o recorte do eleitorado. Lula continua com boa aceitação entre quem declarou ter votado nele, entre os nordestinos, entre os menos escolarizados, nas famílias com renda mensal de até 1 salário mínimo e entre católicos. No entanto, o mandato recebe menos respaldo entre quem votou em Jair Bolsonaro, moradores da região Sul, famílias com renda entre 2 a 5 salários mínimos e evangélicos.

  • Quem mantém boa percepção: votaram nele, nordestinos, menos escolarizados, renda até 1 salário mínimo, católicos.
  • Quem confronta a avaliação: votaram em Bolsonaro, Sul do país, renda 2–5 salários mínimos, evangélicos.

Na avaliação geral da atuação de Lula, a aprovação ficou em 42%, frente a 44% em setembro, enquanto a desaprovação subiu para 52% (eram 51%). A confiança no presidente se manteve estável: 56% dizem não confiar, enquanto 40% afirmam confiar (contra 41%

A leitura sobre o estado da economia também mostra nuances. Perguntados sobre a situação econômica do país nos últimos seis meses, 30% enxergam melhora (contra 23% em setembro), enquanto 38% avaliam que piorou (eram 49%); para 30% ficou igual (eram 26%). Em resumo, a tela é de variações com muitos retalhos de dúvida, mesmo com alguns sinais positivos no campo econômico.

A coleta ocorreu entre 4 e 8 de dezembro, abrangendo 2.000 pessoas em 131 cidades do Brasil. O retrato, portanto, aponta para um clima de equilíbrio entre avaliação positiva e ceticismo, com impactos diretos sobre o humor eleitoral e as expectativas para o próximo ciclo político.

no dia a dia, fica a sensação de que o leitor pode sentir o peso desses números na vida prática: eleições à vista, economia em recuperação relativa e debates acirrados sobre quem representa melhor as pautas mais
próximas do cotidiano das pessoas. Mas o que isso muda na prática? A verdade é que o cenário segue em aberto, convidando a acompanhar as próximas leituras para entender como esse equilíbrio pode se deslocar.

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Jornalista

Ana Martins

Designer de interiores apaixonada por achados acessíveis. Adora transformar espaços sem estourar o orçamento e compartilhar cada descoberta.

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