225 estatuetas revelam que faraó foi enterrado no túmulo de outro
Estatuetas eram “servas” dos falecidos na vida após a morte; shabtis de Shoshenq III estavam no túmulo do faraó Osorkon II
Uma descoberta que reacende o fascínio pela história antiga chamou a atenção de pesquisadores: o túmulo associado a Osorkon II abriga uma coleção de 225 estatuetas conhecidas como shabtis. Essas peças, segundo a interpretação tradicional, eram consideradas servas do falecido na vida após a morte, destinadas a acompanhar o rei na jornada além do mundo dos vivos.
Entre as peças encontradas, destaca-se a presença de shabtis associadas a Shoshenq III, o que aponta para uma ligação entre dinastias sob o mesmo conjunto funerário. A descoberta de itens que remetem a Shoshenq III dentro do túmulo de Osorkon II sugere que a memória dos governantes era preservada de forma complexa, indo além de uma sepultura isolada.
Os especialistas ressaltam o potencial do achado para revisitar a história dessa fase do antigo Egito, marcada por dinastias entrelaçadas e práticas ritualísticas que atravessam gerações. O tamanho da oferta de estatuetas reforça a ideia de que o cuidado com a passagem para o além era um elemento central na gestão da imagem real e da proteção espiritual dos faraós.
No dia a dia da pesquisa arqueológica, cada peça encontrada ajuda a mapear relações entre governantes e tradições de culto. Embora haja detalhes a serem confirmados, o conjunto de estatuetas de Osorkon II e as associações com Shoshenq III já oferece aos estudiosos uma nova peça do quebra-cabeça sobre como os faraós eram lembrados e honrados após a morte.